Ainda sobre a decisão do presidente dos EUA, Barack Obama, de por fim às restrições de viagens à ilha e de remessas de dinheiro feitas por cubano-americanos para suas famílias que moram em Cuba. O jornalista Sérgio Dávilla, publicou em seu blog (http://sergiodavila.blog.uol.com.br) artigo em no qual afirma que Obama deseja suspender o embargo contra Cuba, mas que o próximo passo precisa ser dado pelos irmãos Castro. O título é nostálgico e trás esperança de novos tempos na geopolítica mundial.
Começa a cair o "muro" entre EUA e Cuba *
Se os Irmãos Castro toparem fazer um gesto grandioso --do tipo soltarem parte dos prisioneiros políticos cubanos--, começou a cair hoje o embargo econômico dos EUA a Cuba. Funcionaria assim: se Obama garantir que não veta, os democratas e republicanos no Congresso apresentam medida para a derrubada, que seria aprovada (já há número para isso). E não há porque Obama não garantir que não veta;
Mas a iniciativa de derrubada do veto não será dele. O presidente democrata pode ser acusado de tudo, menos de planejar com MUITA antecedência cada passo de sua carreira política. Ele sabe que precisará da Flórida em 2012 para ser reeleito, principalmente se o déficit público de então estiver batendo recorde atrás de recorde como todas as previsões dizem que estará, o que deve causar certo estrago em sua popularidade e dar munição para os republicanos;
Para ter a Flórida, ele não pode entrar para a história como o presidente que derrubou o embargo econômico que já dura dez ocupantes da Casa Branca. O Congresso tem menos a perder, até porque a autoria da medida seria diluída --e provavelmente não terá representantes floridianos;
É pela razão acima que Obama não veio a público hoje fazer o anúncio das medidas de relaxamento das restrições a Cuba. Deixou o trabalho para seu porta-voz, Robert Gibbs, e o número 1 do Conselho de Segurança Nacional para a América Latina, Dan Restrepo. Os republicanos não terão imagens de Obama anunciando o fim das restrições aos cubanos para exibir em comerciais de TV...
Por fim, segundo a própria Casa Branca, pela primeira vez na entrevista coletiva diária que o porta-voz faz, outra língua que não o inglês foi falada do púlpito. Foi o espanhol de Dan Restrepo, meio-colombiano, que traduziu algumas das respostas em relação a Cuba. .
Sérgio Dávilla
13 abril 2009
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